ECONOMIA POLÍTICA – Sentenças da História – Estudos Investigativos
Introdução - Henry Ford (1863-1947)
O "Pai" da Revolução da Produção Industrial
É imprescindível que Executivos e Universitários desejosos de compreender e implementar noções reais e fundamentais de Economia Política em Governos, Empresas e Universidades, saibam de cor os extraordinários diálogos capazes de detonar com os Enigmas dessa sentença judicial.
Concepção Clássica de Capitalismo
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Concepção da Empresa Industrial e Comercial
O famoso industrial americano foi – sozinho e mais do que qualquer outro – o responsável pela introdução das técnicas de produção em massa na industria moderna. Com isso, aumentou imensamente o padrão do nível de vida em seu próprio pais e, finalmente, em todo o mundo.
Ford, que nasceu perto de Dearborn, no Estado de Michigan (EUA), nunca cursou o ginásio. Depois de terminar o primário, trabalhou como aprendiz de mecânico em Detroit e a seguir como mecânico de consertos e maquinista.
Ainda era jovem quando, em 1885, Karl Benz e Gottlieb Daimler (independentemente) inventaram e começaram a vender o automóvel.
Ford logo ficou interessado nessas "carruagens sem cavalos” e, em 1896, já havia construído um automóvel com base em projeto próprio. Entretanto , apesar de seus talentos, suas duas primeiras especulações não tiveram sucesso e, se ele tivesse morrido aos quarenta anos de idade, teria sido considerado um fracasso.
Mas Ford não perdia o entusiasmo com facilidade e, em 1903, tentou novamente; foi com esta terceira empresa, a Ford Motor Company, que obteve riqueza, fama e importância duradoura. O rápido sucesso da Companhia foi devido em grande parte ao conceito básico de Ford, colocado, aliás, em uma propaganda inicial:
“(...) construir e comercializar um automóvel especialmente projetado para o uso e o abuso de todos os dias - no negócio, na área profissional e em família; (...) uma máquina que será admirada tanto pelos homens quanto pelas mulheres e crianças por ser compacta, simples, segura e por sua conveniência para tudo e – por último, mas não menos importante – por seu preço excepcionalmente razoável, que a coloca ao alcance de milhares que não poderiam sequer pensar nos preços comparativamente fabulosos da maioria das máquinas.”
Seus modelos iniciais, apesar de terem boa qualidade, não conseguiram atingir aquelas metas elevadas. O famoso Modelo T, lançado em 1908, chegou bem perto, entretanto. Foi, sem duvida, o carro mais célebre jamais produzido, e, logicamente, mais de 15 milhões foram vendidos.
Logo de início, Ford percebeu que, para vender seus carros a baixo preço, teria que diminuir muito seus custos de produção. Para tanto, iniciou nas fábricas uma série de técnicas de produção muito eficientes, que incluíam:
(a) peças completamente intercambiáveis,
(b) alto grau de divisão de tarefas e
(c) linha de montagem.
Tudo orientado para aumentar a eficiência individual do trabalhador.
Era crucial, segundo acreditava Ford, evitar que o trabalhador perdesse tempo na busca de materiais e peças necessários ou, mesmo, na necessidade de erguê-los do chão antes de começar a usá-los. Então, Ford fez arranjos que trouxessem o trabalho ao operário por meio de esteiras rolantes, calhas ou carrinhos suspensos. As peças eram entregues na altura da cintura, permitindo ao operário executar a tarefa de forma mais rápida.
Os métodos de produção foram cuidadosamente analisados na constante tentativa de encontrar técnicas melhores e mais eficientes. As tarefas complexas foram divididas em partes mais simples para que pudessem ser executadas por trabalhadores não especializados (alguns dos quais poderiam ter pouca inteligência, pouca educação ou, mesmo, sofrer de alguma deficiência física) e sem longos períodos de treinamento.
Nenhuma dessas idéias era original. Eli Whitney havia utilizado a técnica das peças intercambiáveis mais de um século antes; o conhecido especialista em rendimento Frederick Winslow Taylor havia proposto todas essas idéias em seus artigos, e muitas Companhias menores já haviam usado a linha de montagem em suas operações. Ford foi, entretanto, o primeiro grande industrial a aplicar todas elas com convicção.
Os resultados, foram surpreendentes: em 1908, o Modelo T mais barato era vendido por US$ 825. Em 1913, o preço havia caído para apenas US$ 500. Em 1916, foi reduzido para US$ 360, e, finalmente, em 1926, o preço no varejo chegou ao mínimo de US$ 290.
Com a queda de preços, as vendas subiram como foguete. Os EUA se tornaram "uma nação sobre rodas", e Ford acabou sendo o homem mais rico do mundo.
Com o aumento da produtividade, podia pagar salários mais altos aos trabalhadores. Em 1914, estarreceu o mundo industrial aumentando o salário mínimo em suas fábricas para cinco dólares por dia – quantia respeitável para a época e quase o dobro da média dos salários da Companhia no passado.
Com a adoção generalizada em todo o país dos salários mais altos introduzidos por Ford, o resultado foi a transposição dos operários da pobreza para a classe média.
As inovações de Ford tiveram, todavia, impacto ainda mais abrangente. Ele não fazia segredo de suas técnicas de produção em massa – muito pelo contrário, gostava de exibi-las. Outros industriais, vendo seu sucesso, copiaram seus métodos de produção, e o resultado foi o enorme aumento da produtividade em todo o país e, eventualmente, em todo o mundo.
Depois que Ford atingiu o sucesso econômico, engajou-se em uma série de causas políticas. Os resultados, entretanto, devem tê-lo decepcionado, pois seus esforços pacifistas durante os anos iniciais da Primeira Guerra Mundial não foram bem-sucedidos.
Nos anos 20, engajou-se numa campanha de propaganda anti-semita, o que só lhe trouxe descrédito e, finalmente, provocou uma retração pública.
Na década de 1930, lutou com muito denodo contra a entrada dos sindicatos em suas Companhias, o que só serviu para antagonizar os operários, sem trazer qualquer benefício para sua empresa, e ele também abandonou tais esforços.
Entretanto, essas atividades finais, apesar de macularem sua reputação, tiveram relativamente pouco efeito no mundo e não afetaram a importância de seu papel na revolução da produção industrial. Seu processo aumentou em muito a produtividade e os ganhos dos trabalhadores.
Por: Michael H. Hart, em “As 10 Maiores Personalidades da História”. Formado em ciências humanas pela Cornell University; em direito pela New York Law School; em ciências exatas pela Adelphi University; e em astronomia pela Princeton University. Atualmente trabalha como cientista assistente sênior na Systems and Applied Sciences Corporation, em Riverdale, Maryland (EUA).
Queira Michael H. Hert aceitar nossos Agradecimentos pelo que tomamos emprestado para a Introdução ao Processo de Ortodoxia (Ford x Dodge) aqui no Blog-ANE “Detonando com os Enigmas em Sentenças Judiciais”.









