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O Jogo da Vida Real – A Crise “eterna” desde 1980-82, tem por base a estratégia seguida na colocação da Economia mundial absolutamente submissa às finanças, construindo-se o Império Invisível das Finanças.
1971 – Richard Nixon, presidente dos EUA, institucionaliza a inconversibilidade do dólar em ouro. Um padrão substitui o outro. As moedas nacionais oscilam e o dólar desvaloriza.
1971 – O preço do barril de petróleo é aumentado espetacularmente em 175%: de US$ 0,80 para US$ 2,20.
1971 – Começa o boom do Monopólio Estatal no mundo inteiro. Os Estados nacionalizam os principais setores da economia de concorrência e endividam-se para poder assumir os equipamentos de produção. Todos esperam substituir as importações. O poder do cartel privado (empresas multinacionais) transfere-se para os novos monopólios de empresas estatais.
1972 – Richard Nixon visita a China e é reeleito.
1972 – Para reagir ou compensar a inconversibilidade do dólar, a Europa inventa uma serpente monetária. E o dólar acaba novamente desvalorizado.
1972 – O escândalo Watergate – Invasão da sede do Partido Democrata toma conta das manchetes da imprensa mundial.
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| No Brasil, a Bolsa de Valores despenca |
1973 – Brasil – Auge do “Milagre Econômico”.
1973 – No Oriente Médio, acontece a guerra relâmpago do Yom Kippur (Dia do Perdão), provocando o embargo árabe do fornecimento de petróleo ao Ocidente. O preço do ouro, que estava congelado em US$ 35 a onça (US$ 1.25 o grama), de súbito é reajustado em 19,2%, e chega aos 42.22 dólares (US$ 1,49 o grama).
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| Primeiro Choque do Petróleo |
Além de manter o embargo no fornecimento de petróleo aos EUA e às potências européias que apoiaram Israel, a brusca redução da oferta do produto (Cotas de produção) faz dobrar o preço do petróleo. O preço do barril tem um aumento de 127,3%, e vai de US$ 2.20 para US$ 5.00. Em relação ao preço de 1970, o aumento é de 525%. Dois meses mais tarde, o preço volta a dobrar. Quando 1973 termina, o preço do barril de petróleo está mais do que quadruplicado. A recessão da Economia mundial é realidade.
1973 – Chile – Golpe de Estado derruba o governo de Salvador Allende. O general Augusto Pinochet assume o poder.
1973 – Instituída a República do Afeganistão, com apoio soviético.
1974 – Em janeiro, o FMI abandona a referência ouro do DEE (Direitos Especiais de Emissão), libertando o “petrodólar”.
1974 – Em junho, os Bancos Centrais hipotecam suas reservas-ouro ao preço do mercado – eis o crédito condicional, mais uma invenção mágica do FMI.
1974 – Richard Nixon visita a Rússia (URSS); em agosto, renuncia em conseqüência do caso Watergate. Assume o vice, Gerald Ford.
1974 – Revolução dos Cravos, em Portugal.
1974 – No início de dezembro, os Bancos Centrais são autorizados pelo FMI a reavaliar seus estoques de ouro ao preço do mercado. Então, no dia 30, a cotação da onça de ouro, que esteve congelada desde 1934 (US$35) e somente reajustada em 1973, durante a Guerra do Kippur (US$42.22), dá um salto espetacular para 197,5 dólares. Eis a grande festa!. O congelamento do ouro enriqueceu alguns privilegiados “invisíveis”; agora, o descongelamento vai enriquecê-los novamente, e muito mais ainda. Mas, primeiro é preciso que se crie uma grande demanda de novos compradores em potencial. Afinal, será este brutal aumento no número de ávidos compradores que fará o preço do ouro subir aos píncaros. E tudo se fecha no dia seguinte (31): o cidadão norte-americano está agora autorizado a possuir, comprar e vender ouro (estava proibido desde 1933).
1975 – Em clima de festança, o ouro agora é negociado nas principais bolsas de commodities, e logo chega à cotação de US$ 6.97 o grama – aumento de 457,6% em relação a US $ 1,25 (1934) ou de 367% em relação a US $ 1.49 (1973). Haja festa! Diante da explosiva demanda bem articulada no último dia do ano anterior, o preço do quilo do ouro nos EUA vai às alturas, saltando de 1.500 dólares para mais de seis mil dólares. Ou de 7.280 francos salta para 29.365 francos, na França. Assim, e tão-somente fazendo repetir o que ocorrera com o preço do petróleo, o preço do ouro também está mais do que quadruplicado.
1975 – Os EUA decidem sair do Vietnã.
1975 – Nasce o Grupo dos Sete (G-7).
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| Os perigosos conceitos de Paul Volker |
1975 – Indonésia invade o Timor Leste.
1975 – Guerra Civil em Angola.
1976 – O sistema monetário internacional é reformado pelo FMI. Ouro é agora simples mercadoria. O DEE ou “petrólar” torna-se o novo padrão monetário internacional.
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| Sede do Banco Mundial - Washington DC |
1976 – Guerra do Vietnã. Rápida retirada norte-americana. Tomada de Saigon e reunificação do Vietnã.
1978 – O dólar está em baixa.
1978 – Vietnamitas invadem o Camboja.
1978 – Israel ocupa o sul do Líbano.
1978 – Acordo de paz de Camp David.
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| Segundo Choque do Petróleo |
1979 – O dólar está em seu nível mais baixo e os EUA com inflação em alta (12%).
1979 – Os impostos baixam nos EUA, mas os gastos militares aumentam.
1979 – Para financiar o déficit norte-americano, Tio Sam atrai capitais de todas as partes do mundo, oferecendo taxas de juros superiores a 20%.
1979 – A Opep reúne-se em Caracas. Os preços do petróleo dobram, em apenas doze meses.
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| BR Petrobrás Distribuidora S.A. |
1979 – Revolução Islâmica no Irã – Khomeini – República Islâmica do Irã.
1979 – Revolução Sandinista na Nicarágua.
1979 – Intervenção militar soviética no Afeganistão.
5ª Onda de
Evolução Econômica
Evolução Econômica
1980 – O dólar está na sua maior baixa. Cresce a inflação mundial.
1980 – A Opep reúne-se em Argel, e novo aumento do petróleo acontece.
1980 – Guerra Irã-Iraque. Tropas do Iraque invadem o Irã. O conflito promove o último grande pico na cotação do ouro – o preço do grama chega aos 27,50 dólares. Um aumento de 2.100% em relação a US $ 1,25 (1934) ou de 294% em relação a US $ 6,97 (1975).
1980 – A Opep reúne-se em Viena, e novo aumento do petróleo acontece.
1980 – Bancos centrais vendem reservas de ouro, provocando quedas seguidas na cotação internacional do metal. Mas ninguém pergunta quem está comprando essa enorme quantidade de ouro, cuja cotação só vai fazer cair até o final do século XX.
1980 – A Opep se reúne em Bali, e novo aumento do petróleo acontece. No ano, os aumentos são desordenados, mas acabam representando em torno de 10%. O barril do petróleo chega ao preço de US$ 30.00 – um aumento de 3.650% sobre o preço de 1970 (US$ 0.80).
1981 – Após 444 dias de cativeiro, os reféns da Embaixada dos EUA no Irã são libertados por meio de gestões diplomáticas da Argélia.
1981 – O Banco Mundial calcula a dívida total dos países em desenvolvimento: US $ 702 bilhões.
1981 – A Guerra Irã-Iraque prossegue alimentando as conversões.
1981 – Com a nave Columbia, EUA inauguram projeto dos ônibus especiais.
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| Revolução do Jasmin. 3º Choque do Petróleo? |
1981 – Governo da Polônia coloca o Solidariedade na ilegalidade.
1981 – Com apoio dos comunistas, o socialista François Mitterrand é eleito presidente da França.
1981 – Reeleito, Ronald Reagan toma posse na Casa Branca, e promete lançar o Projeto “Guerra nas Estrelas”.
1981 – Acontece na Itália a falência fraudulenta do Banco Ambrosiano, ligado ao Vaticano, que derruba dois governos.
1981 – Papa João Paulo II sofre atentado.
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| Atiradores matam o Presidente Anuar el Sadat |
1981 – Na China prossegue o processo do “Bando dos Quatro”.
1981 – No lado dos produtores de petróleo surgem as primeiras dissidências, a partir de julho – Iraque, Líbia, México e Catar são os primeiros a baixar o preço do barril de petróleo. A cotação do dólar então dispara, subindo aos céus. Primeiro, o mundo foi sugado pelos preços do petróleo; e agora, se encontra atraído para baixo pelo dólar. A economia mundial está literalmente arruinada, de joelhos. A Europa e a URSS estão em recessão.
1981 – Os bancos mundialistas hesitam em conceder novos empréstimos para Estados e empresas (estatais e privadas). O volume dos investimentos mundiais retrocede.
1981 – Explode a dívida externa de Israel, um dos maiores e mais dinâmicos “paraísos fiscais” do mundo.
1981 – As grandes companhias são alvos da OPA (Oferta Pública de Aquisição).
1981 – EUA se prepara para o último ano de superávit comercial.
1981 – Brasil – A taxa de crescimento do PIB brasileiro despenca de vez: 1.9. E o endividamento externo bruto do País chega a US$ 61.41 bilhões correntes, com 14,0% de incremento anual.
1982 – Israel invade o Líbano. OLP sai de Beirute.
1982 – “Está acertado” e o preço do barril de petróleo realmente congela; o dólar, porém, não pára mais de encarecer, tornando cada vez mais pesada a dívida mundial.
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| A "falência" do México |
1982 – De agora em diante, os bancos mundialistas só vão emprestar, como desdobramento estratégico, bem menos do que os juros anuais devidos. Desse modo, os países devedores passam a pagar bilhões de dólares de juros anualmente, e a suplicar novos financiamentos de alguns míseros milhões. É isso aí! Ninguém mais põe dúvida na absoluta supremacia do Império Invisível das Finanças, único vencedor do jogo de estratégia econômica até 1982.
1982 – Brasil – A dívida externa brasileira sobe muito e há polêmica sobre o montante, que oscila entre 72 e 97 bilhões de dólares. O governo, através dos ministros da área econômica, desenvolve esforços junto dos banqueiros internacionais para captar novos créditos e retardar a amortização da dívida. A inflação chega perto dos três dígitos: 98%.
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| Os generais argentinos criam uma fantástica cortina de fumaça; o "Império invisível das Finanças" agradece sensibilizado!!! |
1982 – Com os guerrilheiros islâmicos (mujahedins), e financiado pelos EUA, Osama bin Laden luta contra a ocupação do Afeganistão pela URSS.
1982 – Os EUA enfrentam o mais espetacular endividamento da história.
1982 – Brasil – Durante o Regime Militar de 1964, o Estado brasileiro pega emprestado e gasta pouco mais de US$ 14 bilhões para realizar seus grandes projetos estatistas e suas ditas “obras faraônicas”. Todavia, naquele ano de 1982, o endividamento externo bruto do País chega a US$ 82.21 bilhões correntes, com 35% de incremento anual. E no ano seguinte salta para US$ 91.64 bilhões. Milagre? Milagre!
1982 – A estabilização da demanda e o aumento da oferta em novas regiões produtoras de petróleo irá provocar a queda do preço do barril de petróleo, levando a cotação do barril a oscilar entre 17 e 20 dólares. Assim, pode-se afirmar que o preço do petróleo realmente congelou.
Manter a postura tática de ordenar os principais acontecimentos da História, tentando dar-lhes uma significação comum, é fundamental para que se possa prever com mais precisão.
Por: Acadêmico Antônio Carlos Caldas
Nota: adaptação e ilustração de Textos Originais publicados pela primeira vez
em Março de 2001 - compilados do Banco de Dados do Autor.















